Desposicionamento
Hellou, estou lendo esse livro chamado Desposicionamento, que está me trazendo vários insights bem legais, então decidi compartilhar um pouco mais por aqui.
Ele começa falando que o espaço em branco (white space) acabou.
Durante décadas, o livro afirma que a estratégia de branding foi guiada pela lógica de encontrar um espaço vazio no mercado, ocupar esse território antes dos concorrentes e construir uma diferenciação clara, esse modelo funcionou enquanto existiam lacunas pouco exploradas.
Mas hoje o cenário é outro.
À medida que os mercados amadurecem, novas ideias são copiadas rapidamente e oportunidades desaparecem em questão de meses.
Como o próprio autor afirma,
“à medida que as categorias se tornam cada vez mais saturadas, há menos white space disponível para as marcas ocuparem”
Isso muda completamente a pergunta que orienta uma estratégia de marca, então, em vez de procurar onde ninguém está, as empresas precisam descobrir onde conseguem entregar mais valor do que qualquer outra.
Posicionamento nunca foi sobre o que a empresa diz
O livro afirma que um dos maiores equívocos é acreditar que posicionamento é aquilo que uma marca comunica repetidamente.
Como o autor explica,
“as pessoas usam mal o termo posicionamento e acham que só porque dizem algo algumas vezes, isso já virou seu posicionamento. Mas posicionamento não é o que você diz, é o que está na cabeça do consumidor.”
Se posicionamento acontece na mente do consumidor, faz pouco sentido construir estratégias olhando apenas para dentro da empresa.
Em outras palavras, a estratégia deixa de começar na identidade da marca e passa a começar na realidade do cliente.
Quais problemas ele enfrenta?
Quais frustrações ainda permanecem?
Quais soluções atuais deixam lacunas?
Diferenciação deixou de ser vantagem competitiva
O livro afirma que, durante muito tempo, os estrategistas procuravam espaços pouco explorados para posicionar marcas. Como lembra o autor, posicionávamos as marcas nesses espaços “diferenciados”.
O problema é que esse modelo perdeu força.
Hoje, o sucesso depende de criar seu próprio espaço e defendê lo. Isso significa que a vantagem competitiva não nasce da ausência de concorrentes, mas da capacidade de oferecer uma solução melhor.
No fim das contas, você vence ao posicionar sua marca como a solucionadora definitiva dos problemas dos clientes, ao mesmo tempo em que expõe as deficiências dos concorrentes.
A consistência é o que faz uma percepção se consolidar então Não basta repetir uma mensagem durante alguns meses, é preciso que produto, atendimento, comunicação e experiência reforcem continuamente a mesma promessa.
Confiança passa a valer mais do que notoriedade
Construir uma experiência unificada de marca, que integre todos os aspectos da jornada do cliente, incluindo as fases de pré venda, ponto de venda e pós venda, é essencial para criar uma relação forte entre marca e cliente.
Como resume o livro, é fundamental que a marca demonstre que seu principal objetivo é servir o cliente.
Os resultados dessa abordagem aparecem nos números apresentados pelo autor.
Empresas que realmente priorizam a experiência do cliente tendem a ter um desempenho financeiro superior. Elas crescem 41% mais rápido que seus concorrentes, aumentam os lucros 49% mais rápido e mantêm seus clientes por 51% mais tempo.
Por hoje é isso, ainda tem muito para ler, e ele ainda vai apresentar os seis princípios que norteiam essa metodologia.
Logo menos volto aqui com mais insights, byeeeee